terça-feira, 26 de novembro de 2013


A pequenice do ser humano me intriga. Não faço de aparência essência, não espalho verbalmente ações que eu nunca tenha feito... Viver de transparência pra muitos é medo e o que me cansa, é ver por aí tanta gente vestindo fantasias para fugir da própria mediocridade real. 


Marina G. de Andrade

Assim como é tão belo viver uma história romântica a dois, é muito lindo viver de amor a si próprio.
Para amar alguém e desfrutar desse sentimento se entregando a ele, é necessário uma entrega inteira a si mesmo, sinta-se feliz em sua própria companhia e só assim será capaz de fazer feliz o outro. 
Se ama mais, se ame sempre, se ame em primeiro lugar!


Marina G. de Andrade

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

insuportável adorável jeito seu.

Odeio esse jeito de fingir mandar em mim, esse modo de achar que domina todo meu eu, esse mesmo, exatamente assim,  torcendo o nariz pra qualquer coisa que digo no intuito de me irritar.  Depois ri,  diz ser tudo brincadeira e vem pra perto me mimar.  Odeio quando tenta me arrancar riso a força, como se eu tivesse que abrir mão da minha raiva naquele momento só pra compartilhar a sua graça de me deixar emburrada pela milésima vez.  Odeio mesmo é gostar desse seu jeito, de quem provoca pra me perder e que luta no mesmo minuto pra me reconquistar.

Marina G. De Andrade


Saída de emergência.  Como o próprio nome já diz, só é usada para emergências. Não queira ser uma válvula de escape na vida de ninguém, entre e saia pela porta da frente. Ou melhor, deseje entrar, e se for bom o bastante, nunca deseje precisar sair.


Marina G. de Andrade

Tão Real. PARTE I

As labaredas ganhavam o céu, um misto de amarelo e vermelho se destacava no azul marinho, eu via das grandes janelas do campus o fogo se alastrando. Corria atônita pelos corredores me batendo em diversos corpos que como o meu, tentavam encontrar uma rota de fuga. Meus gritos ecoavam a cada passo que eu dava e bem devagar senti minhas pernas fraquejarem, foi quando exausta encostei-me numa parede para não ser pisoteada pelo fluxo enlouquecido de alunos. Meu choro rasgou a garganta e as lágrimas escorreram pelo meu rosto quente. Eu tinha medo. Muito medo. 
Eu não encontrava forças para sair dalí, estava esgotada da luta minutos atrás, bem antes de tudo isso aqui começar a pegar fogo. Rajadas de sangue e hematomas vermelho-arroxeado nas minhas mãos denunciavam o ataque. Uma nuvem de fumaça embaçou meus olhos e pouco a pouco ela foi se dissipando e revelando aquele rosto que eu repugnava. Era ele de novo, ali, se aproximando de mim mais uma vez. Com certeza agora era meu fim...
E então mãos grossas agarram meu ombro e uma voz me pediu calma.
Eu estava em minha cama, no meu quarto com Jack me analisando. Suas mãos foram parar na minha testa. Eu suava e ardia em febre:
- Calma, foi só mais um pesadelo. Vai ficar tudo bem ta? Vou pegar água pra você.
Ele se levantou e sumiu. 
Olhei em volta, tudo estava no lugar. Levantei da cama e abri a cortina, da janela eu via a iluminação noturna e nada de incêndio. 
Mas as manchas vermelho-arroxeadas estavam ali. Teria sido mesmo só um sonho?

  

Marina G. de Andrade

Corrente elétrica

É diferente de tudo que eu já vi.  Me tocou tão profundo que depois de dar meu coração eu lhe entreguei meu mundo,  assim,  como se fosse durar pra sempre. Mas não... Foi  só o toque de sua mão resvalando na minha e aquela  corrente elétrica passando de novo por mim, ou por nós.  Ele sentia o mesmo?  Talvez não,  porque saiu do refeitório logo em seguida,    deixando-me plantada ali  só aspirando o cheiro amadeirado e intenso do seu perfume.   Definitivamente eu tinha de parar de criar uma história pra nós dois, eu era só mais uma entre tantas pra ele, e ele o único de todos pra mim.

Marina G. De Andrade
                                                         





Saudade é uma sede que só o amor sólido mata.

Marina G. De Andrade


De todas as coisas do mundo,  as simples são as que mais me enche os olhos.  É que eu tenho mania de apreciar os detalhes, de enxergar o pequeno,  porque o grande e extravagante está estampado pra qualquer um ver.
A simplicidade é um dom, eu admiro quem já nasce com, e cresce plantando-a por aí.  

Marina G. De Andrade.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013




Pai e Mãe, Rei e Rainha do meu universo particular.


Marina G. de Andrade

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Desejo magnético

Com teu corpo desenho o meu, nas tuas curvas me deleito de amor, contemplando cada simples gesto que traduz tua vontade. Vou passeando pelos detalhes do teu rosto, me perdendo nos teus traços e me encontrando de volta no calor dos teus beijos. 
É hipnótico o teu olhar tão vidrado ao meu,  tão entregue ao nosso prazer,  ao teu querer, ao nosso mundo.
Um campo magnético,  uma energia única, que do plural que somos,  nos vejo apenas singular.

          Marina G. De Andrade

sábado, 9 de novembro de 2013



A vontade de fazer dar certo é o que em parte te encaminha pro sucesso.

Marina G.de Andrade



De uma vez por todas, aprenda. Não o prenda e nem se prenda.

Marina G. de Andrade

Eu poderia gritar tão alto até a voz sumir, mas eu sussurrei tão baixinho... Foi o meu “ Eu te amo” mais engasgado, como se nem quisesse sair, como se fosse melhor deixá-lo aqui dentro só pra eu sentir,ouvir, saber e ninguém mais.


Marina G. de Andrade

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

E carrego ainda tanto amor, vou me lambuzando de tanto que deixo transbordar,  porque vivo  intensamente, e quando se trata de amor,  não sei graduar.  Derramo por onde passo, se mela comigo quem sabe aproveitar, dói é viver sem amor,  dói é não saber amar.

Marina G . De Andrade

Eu entendo que certas coisas  vão te fazer sofrer e que algumas inevitavelmente vão te fazer chorar,  mas é preferível uma dor inteira e de vez do que dividir sofrimentos em parcelas.

Marina G.  De Andrade

domingo, 3 de novembro de 2013

Doses doces de Amor

Marina G. De Andrade

Sinto cheiro de  doçura,
Será  que é pelo modo como você me cura
só com esse jeito de tentar me ganhar?      
Vive fazendo travessuras,
Conta historias cabeludas só pra me impressionar
No meio das palhaçadas,
Rouba-me um beijo e me deixa sem ar.
Quando cansa,  deita na grama
Se faz de travesseiro pra eu me aconchegar
Sussurra bem baixinho pra eu ouvir
Que eu o faço tão bem
Que eu o faço Feliz.