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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Um conto de fadas do mundo real.

Demorou pra você notar
Que eu tinha tanto amor pra dar
Mas que depois de tudo, eu reservei.
Só que de tanto guardar,
Eu fui, e transbordei
Sou amor do fio de cabelo ao dedo do pé
Sou apenas uma mulher
Que de tanto sonhar com contos de fadas, acordei
E no real, existe dor
Que a Cinderela nunca mencionou
E que Aurora mesmo acordando,
Do mundo das fantasias não se libertou.
Aqui é tão difícil achar uma fada madrinha
Mas está cheio de Bruxinhas
Que a felicidade alheia quer roubar
Eu mentiria se dissesse
Que não sonho com um príncipe encantado
Pra me apaixonar.
Essa vida de gata borralheira
Até fora dos livros vem me atormentar
Só espero que eu não caia nas histórias
De uma bruxa má
E que não exista as doze badaladas
Pra meu sonho se dissipar.

Marina G. de Andrade 

Descarte

Eu já caí uma vez nessa sua sedução
Menino, eu não sei te dizer não
Como resistir a sua voz mansa?
Os seus lábios colados ao meu ouvido
E eu navego no paraíso
Quando você me diz tudo que eu preciso ouvir.
Eu sei da sua lábia
Sei da sua fama de quem finge que ama
Mas eu não quero brincar
De maltratar o coração
Então pode sair pra se divertir
Esquece que pra você eu existi
Eu não sou garota de uma noite, não
Você finge que se afasta
Volta cheio de disfarce
Tenta me convencer com outra face
Você sabe que pode me conquistar
Não desiste de se aproximar
Mas eu cansei,
Eu não quero ser sua
Não quero ser de mais ninguém


Marina G. de Andrade

domingo, 15 de dezembro de 2013

Partida

Veja, meu amor
Tudo um dia já foi transparente
E agora, mesmo nublado
Você sabe o que fazer

Entre o pôr do sol e o amanhecer tudo muda
Entretanto, muita coisa parece igual
Amor, não chore
Não é hora de lágrimas tristes

Já é tempo de se descobrir
Ainda que o medo te tome
Ninguém sabe ao certo
A hora de ficar e partir

Ouça a voz que te acalma
E a certeza estará no fundo da alma
Quando qualquer dúvida te confundir

O que te acanha?
O que te estranha?
O que te faz parar?

Meu filho,
Ninguem pode caminhar por você
Sempre há motivos pra sofrer
Mas haverá uma luz pra te guiar

Filho,
Coração de mãe não se engana
Segue tua estrada
É um novo horizonte que te chama

Meu amor, nunca se deixe calar
Meu filho, eu te acompanho em pensamento
Meu menino, eu sempre vou te ninar.


Marina G. de Andrade

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Sobrevida

Salto fino, roupa de festa
Ela entrou em casa cheirando a álcool
Um banho quente demorado
Um espelho embaçado

Nenhum reflexo meu
Só o rosto limpo dela
Uma deusa de mármore
Procurando a sua metade

E agora deitada em nossa cama ela lembra?
Ela pensa em mim?
Foi mais uma noite fora
Tem sido algumas vezes assim.

Eu acompanho seus passos até a hora de deitar-se
protejo enquanto dorme
Enquanto sai
Enquanto vive, por nós dois, quem sabe...

Sou um fantasma
Ambicioso pelo toque aveludado de sua pele
Sonhando com a ultima vez
Em que derramamos amor por aqui

E agora deitada em nossa cama ela lembra?
Ela pensa em mim?
Foi mais uma noite fora
Tem sido algumas vezes assim.

Marina G. de Andrade

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Marina Malagueta

Um ar de menina,
Uma dose de mulher
Fala sem pensar,
Fala quando quer
Não para,  não se aquieta
É impulsiva e nem sempre discreta.
O Orgulho é uma marca,
É impaciente que nem disfarça.
Gosta de complicar,
Não sabe simplificar
Detalhista, perfeccionista    
Manda,  desmanda e comanda
É intensa demais,
Quando ama se entrega
Quando odeia se desfaz
É sensível,  sentimental
Chora por fantasias
chora no real.
Se faz de poeta  
Sonha em ser atriz
Só que na verdade só deseja ser feliz
Pinta o sete
Quando não é oito é oitenta.
Essa Marina é quase uma pimenta.
Quando emburrada não adianta amansar
É doce, é fera
Hora fria,  hora quente.
Provoque e experimente.
É indecisa sim,
Não gosta de confessar
E quando teima com algo    
É difícil mudar.
É rancorosa também,
Mas sabe perdoar.
Se ligar o som ela eletriza
Sozinha ou acompanhada    
Ela dança na pista.
Marina, nem loira nem Morena,    
Nem grande nem pequena
Marina,  simplesmente Marina
Uma Malagueta.    




Marina G. De Andrade

domingo, 3 de novembro de 2013

Doses doces de Amor

Marina G. De Andrade

Sinto cheiro de  doçura,
Será  que é pelo modo como você me cura
só com esse jeito de tentar me ganhar?      
Vive fazendo travessuras,
Conta historias cabeludas só pra me impressionar
No meio das palhaçadas,
Rouba-me um beijo e me deixa sem ar.
Quando cansa,  deita na grama
Se faz de travesseiro pra eu me aconchegar
Sussurra bem baixinho pra eu ouvir
Que eu o faço tão bem
Que eu o faço Feliz.  

sábado, 2 de novembro de 2013

Sem Hora.

Assim, como quem não quer nada vem, e fica.
Completa minha vida,
Me envolve e me encanta.
Diz que não é passageiro, que é tão verdadeiro,
Que sendo amor, é hora de se entregar
E faz de mim tão menina-mulher
Me deixa na ponta do pé
Como bailarina em seus braços a bailar.
Eu danço ao seu lado, meu anjo
Até o mundo acabar!

Marina G. de Andrade


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Futuro



Um passo de cada vez, não se ganha o mundo com ambições demais.
Sem pressa, tem um futuro alí na frente, não precisa caminhar para trás!
Deixa o tempo correr, deixa a poeira sentar
O mundo pode dar mil voltas
O que for pra ser, será!

Marina G. de Andrade

domingo, 11 de agosto de 2013

Canto das Marés




Serei assim, Sereia
Voltando pro mar
Serei assim, sereia
Com meus cantos te encantar.
E todas as minhas profundezas
São extensões de ti
Para todos os meus delírios
Em  meus lábios te iludir.
Serei sempre sua sereia
E nas minhas redes
Te prendi
- E o valente Pescador,
Conhecedor do mar
Caiu no canto da sereia,
Filha de Iemanjá.


Marina G. de Andrade

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Enquanto você me olha

     Não sei nada sobre você, o que você sabe sobre mim?
     Não me fala nada e também nada eu digo.
     Ou já disse demais?
     Seu corpo chama, e o meu não sabe se responde.
     E fica nessa de me provocar.
     Que jogo é esse de tanto me encarar?


                          Marina G. de Andrade

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fevereiro Setembro

Foram-se os planos carregados pelo vento
Ficaram as vontades e saudade
circundadas por ressentimentos

São culpas pedindo desculpas
São dores que não se curam
São sentimentos pairando no tempo.

O silêncio parece castigo
A aproximação parece perigo
A distância é sacrifício
O amor indefinido

E então as lembranças invadem os pensamentos
Ainda que relutante seja a ideia de não recordar
E as rosas sobre a mesa
Exalam o cheiro de um passado mais que presente
E um futuro incerto de se pensar.

E todo amor  persiste, ainda existe
É parte de uma história
É sentimento machucado e repleto de memória

Um punhado de medo remexendo por dentro
Porque sabe que mesmo matando essa dor
Novamente ela vai chegar
Vai  levar embora pedaços de um coração
Vai  abrir a mesma ferida que quer cicatrizar

Mas eles esperam a cura
Esperam pelo tempo
Ou nem sabem o que se deve esperar
Mas setembro chega
E leva de novo os planos dos que ainda querem amar.

Marina G. de Andrade

terça-feira, 18 de setembro de 2012

SONETO DA INCONSCIENTE ENTREGA DE AMOR.

As vezes eu te quero sem te querer,
Tento te dizer que não te quero,
Mas meus olhos são transparentes,
E não há como negar quando meu próprio corpo
Quase que sem controle, se entrega.
Eu quero muito te querer ou ás vezes nem preciso querer,
Estou condicionada , involuntariamente te preciso.
Eu te chamo sem querer te chamar,
Te aguardo sem querer esperas,
Me proíbo sem querer nenhuma proibição,
Eu sei que me castigo.
E lá no fundo eu sei que esse castigo nem era pra ser meu,
Não sei se precisava ser seu,
Ou então, que não fosse castigo de nenhum de nós dois.

 Marina G.de Andrade

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sinto muito

Sinto muito pelas verdades doloridas.
Sinto muito pelas desnecessárias despedidas.
Sinto muito por ter deixado de fazer o que eu queria.
Sinto muito a saudade visitando meu peito
Sinto muito amor, e amar demais não é defeito.
Sinto muito se a rosa murchou antes do tempo
Sinto muito o seu perfume vivo nos meus aposentos
Sinto que ainda há muito para sentir.
Sinto muito por ter sentido tão pouco.
Sinto muito por ter sido tão bobo
Sinto muito por ser sentimental demais

Marina G.de Andrade

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Som de Amor

Eu sou as notas que você dedilha em seu violão
E é de mim que você lembra
Toda vez que ouve essa canção.
Não vou sair do seu pensamento.
Ah, não vou.
Quero caminhar pelas suas memórias
Fazer parte das suas histórias
E ser a razão da sua saudade
Nas noites frias eu serei cobertor
Preencherei sua solidão de amor
E o único som que você vai ouvir
É o som da minha voz.
Eu sussurrarei em seu ouvido
Que estarei sempre contigo
Até quando existir nós dois.

Marina G.de Andrade 

domingo, 23 de outubro de 2011

Somente você

Por: Marina G.de Andrade



Venha para meus braços de novo. 
Preciso de sua presença aqui, você por inteiro, 
Sei que estará aqui quando eu chamar.
Você consegue escutar quando eu preciso,
Quando eu preciso de você.
Estamos ligados.
Eu sei que você consegue me ouvir ainda que distante
E sabe quando eu preciso.
Quando eu preciso de mais um abraço seu.
Eu sinto o vazio, e estarei perdida se você não vier preencher.
Não esqueça que eu amo,
Amo cada vez que nossos olhares se cruzam 
E depois não enxergam nada mais 
Nada além de nós dois.
E Amo quando você sabe do que eu preciso.
Preciso de seus cuidados
De cada atenção sua, 
cada detalhe que você repara
Ou quando finge que repara.
Estamos ligados,
Por isso eu sei que você vai notar,
E quando eu precisar, você estará aqui.
Você já percebeu que o meu coração é seu
E eu vou continuar amando.
Amando somente você

domingo, 10 de abril de 2011

Cinzas

Por: Marina G.de Andrade












É fruto da alma límpida,
Brotando dos teus olhos reluzentes,
O infinito brilho metálico,
Arranhando pelo teu rosto ardente.
Em teus lábios, correm os meus,
Doce presa que amarga o caçador,
É vítima e algoz enlaçando-se de amor.
É chama de desejo incrustada em cada melodia,
Fazendo da tua voz
o som das minhas poesias.

Perco-me no tempo, embebida pelo encanto
Pinto a realidade, faço castidade
E trago-te ao meu encontro.
E então, vestida de noite estrelada
Deslizo-me em areia de praia
Transformo sentimento em oceano.

E quando vejo que o amor embarca no porto
Afogo-me em triste saudade,
Transbordo sentimentos,
Caio em tempestade.
Coração partindo sem saber se vai voltar...
Vejo um sorriso de lua , em céu
E o teu reflexo nas águas do mar.


sábado, 5 de março de 2011

Quem é que não precisa

De um abraço de anjo
De um sorriso conhecido
Um olhar sem censura
Uma palavra de ternura

Um céu de lua
Um momento de sossego

Um pouco de aconchego
Um remédio para dor de cabeça
Um relógio sem hora
Uma boa Coca-Cola
Um ouvinte paciente

Uma estrela cadente
Um cobertor quentinho
Um travesseiro macio

Uma mudança positiva
Uma noite bem dormida
Uma decisão
Uma solução
Um riso contagiante
Uma música relaxante
Um sonho realizado
Um erro consertado

Uma ferida cicatrizada
Uma sorte concentrada
Uma mão estendida
Uma viagem de partida
Uma batalha vencida
Um brinde pela vida

Um beijo de despedida.


Por: Marina G. De Andrade

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

UM PALPITAR E UM SUSPIRO

[Por: Marina G.de Andrade]

Eu correrei para longe.
Caminharei pelos seus caminhos,
Escorregarei pelos precipícios,
Andarei por trilhas de espinhos
Esperarei pelos seus suspiros de saudades
E sinais de que ainda pensa em mim
Então direi pelos quatro cantos do mundo
E pelos sete mares
Que esse amor não vai ter fim
Ainda que o tempo prove
Que é tempo demais
Pra tanto orgulho e ressentimento,
Eu só voltarei quando estiver em seus pensamentos.
Posso virar nuvem e vento,
Sumir do mapa por instantes e longos momentos
Mas se quiser me encontrar,
Eu estarei tão perto, tão perto
Que basta um palpitar acelerado
Que não haverá tamanha distância
Que eu não possa encurtar.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CHOVE RIO EM CHOROS


Chuva que faz a vida crescer, tira a vida sem perdão
Faz da inundação, corpos sem alma, casas sem chão
Chuva de lágrimas que Inunda meus olhos ,
que veem nos outros olhos senão o vazio do que restou
Vida que foi pra não voltar
Mergulha profunda, vaga sem culpa por onde a água arrastar
Não perde a sina a vida menina que carrega esperança
recobre a dor a face da lembrança
Não suspire, porque ainda chove destruição
Abranda a natureza sob as mãos da criação
Nevega em águas sangrentas, dor e sofrimento,
E nesse chove chuva , alaga vidas inteiras em lamentos.
 
                                                                  
Por: Marina G. de Andrade   em memória às vítimas das chuvas no Rio de Janeiro.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

LÁGRIMA

A lágrima que escorre dessa face já não é tristeza
Pobre da tristeza que se acha grandiosa
Para arrancar assim
uma gota cristalina de mim.
Ah, a lágrima é um pouco de saudade
É uma sombra da Felicidade, Talvez.
Ou alguém te disse que essa lágrima só pode ser triste?
Lágrimas são o excesso daquele sentimento
Que já não suporta mais ficar ali dentro
E pede pra se libertar
Brotam dos meus olhos feito cachoeira
Rolam pela face inteira até secar.
Alivia e acalma, purifica o meu olhar


Por: Marina G. de Andrade