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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Saudade X Falta

Existe diferenças entre sentir falta e sentir saudades. A falta é a sensação de vazio, incompletude, por isso, toda falta pode ser preenchida, enquanto que a saudade que também é o vazio, vem seguida de aperto e dor. Saudade machuca  porque sabemos que a dor só acaba quando há a presença do fator que a gerou .
A saudade é o sentimento por algo que é único e insubstituível, enquanto que a falta é a ausência de um complemento, podendo ser preenchida por qualquer que seja a natureza dele.


Marina G. de Andrade

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

OS SONS


certas músicas me acolhem, me descrevem e me entendem, suas letras me revelam, sinto como se falassem de mim, me conhecessem, me pusessem do avesso, nadassem na minha alma, mergulhassem nos meus abismos, e aí me recontam sintonizando-me em melodias.
Sou do tipo dançante, que mexe o pezinho discretamente quando não se pode sacudir  o corpo todo, do tipo que se deixa levar pelo som quando a noite permite extravasar.
Não entendo de música, não sei sobre notas, não compreendo partituras. Eu sei do som, de como ele consegue me mover, me mudar. Nunca tive habilidade para tocar, nem ritmo para acompanhar os instrumentos, mas tenho um apreço enorme pela música,não pela sua qualidade ou por serem históricas, altamente reconhecidas, ou bem interpretadas, meu apreço está nos sons que têm a capacidade de oscilar meu estado de humor, criar em mim sensações novas. Esses sons que me tocam de verdade eu  os chamo de música...


Marina G. de Andrade

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Meu encontro



 
Eu me inspiro numa história,num fato, numa lembrança, no casal da esquina que observo  enquanto passeio de carro ou ônibus, no rosto daqueles que reconto a vida sem ao menos saber o nome, me inspiro num conto de fadas,na menina que dança mais do que caminha pela calçada, no rapaz que lê jornal no banco da praça, me inspiro na vida, me inspiro em mim mesma, numa fantasia criada sem precisar “batizar João e  Maria”, num sonho real ou de travesseiro.
Alguns são meus personagens, outras vezes sou eu mesma – meu próprio eu ou um “eu poético”- mas na verdade não importa quem seja,  simplesmente escrevo, deposito sentimento, mergulho em cada linha,fico insone, me envolvo nas rimas. 
Quando me deparo com um pedaço de papel, rolam frases soltas e urgentes sem que eu me dê conta do que realmente eu faço ali. Não sei como, nem porque, me encanto e me encontro na arte, me sinto parte, me sinto em casa. 

Marina G. de Andrade

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

. Vida - entre destino e escolhas .




Várias vezes eu tentei encontrar pessoas que enxergassem a vida como eu, talvez fosse uma forma de não me sentir sozinha ou de fato, maluca! Eu vivo em cada momento um drama, uma intensidade incomum, eu torno cada instante um marco, uma recordação... Eu queria aprender a filtrar as coisas, filtrar decepções, filtrar dores, filtrar os medos ou qualquer energia negativa seja de pensamentos ou atitudes porque quem sabe filtrar, aprende a viver sem dramas e com leveza, e eu considero de alguma forma um estado evoluído de espírito.
Eu vejo a vida cheia de facetas, me lembra muito um roteiro de filme, de preferência aqueles com finais felizes, porque é assim que eu sempre enxergo... Eu sempre vejo a felicidade no final do túnel. Mas, do que adianta só enxergar a felicidade no fim? E onde está o sentimento no processo das coisas? É justamente nesse ponto que eu visualizo o espírito evoluído, este sim sabe extrair de qualquer situação, um ponto positivo e internaliza o que há de bom, arquivando o restante - ruim-  como experiência, e não como a chave do momento.
No meu filme da vida, eu aposto no roteiro já redigido, que eu prefiro chamar de destino. Acredito sim no livre arbítrio, mas penso que as nossas escolhas convergem num único ponto lá no final. A gente faz escolhas e a partir delas enfrentamos mais ou menos obstáculos com mais ou menos sofrimento, depende inclusive de como seu espírito sabe lidar com eles.
Eu gosto de pensar que tudo tem uma razão para acontecer e pra quem crer mais além, gosto de pensar que essa vida justifica uma ou várias outras vidas passadas. Por acreditar nisso, eu vejo que muitas das nossas escolhas inconscientes são fruto do extinto de seguir o destino, de continuar a caminhar em direção à estrada que nos leva ao nosso objetivo/sentido no mundo.

Cada escolha tem uma conseqüência que pode ou não ser reparável, isso depende da gravidade com que a escolha envolveu as pessoas ao nosso redor, já que estas podem ser desviadas dos nossos caminhos e não chegarem conosco ao nosso destino final. Mas existem pessoas que simplesmente estão em todos os nossos caminhos, e independente do que for escolhido, de alguma forma, estas estarão ao nosso lado, elas já fazem parte do destino, só é preciso cultivá-las, sem prender, nem deixar voar, porque ainda que elas estejam em nossas vidas independente das nossas escolhas, são os sentimentos que podem ser alterados, pois sentimento é algo fora de controle, é outra conseqüência das nossas atitudes.
Então eu quero extrair de todos e quaisquer momentos, os melhores frutos para poder plantar mais sementes e poder saborear tudo que a vida ainda tem para proporcionar, eu quero guardar momentos, quero eternizar felicidade, quero cultivar as pessoas ao meu modo, quero preservar sentimentos bons e poder fazer minhas escolhas apostando na força do destino, na minha força de perseverança, nos meus sonhos, nas pessoas, na minha fé, nos meus amores e no que a vida ainda tem para me oferecer. Eu quero acreditar que o tempo é um dos que rege esse destino e que ele ensina pra quem quer aprender com ele.
É assim que eu vejo a vida, ainda que tão dramática e intensa, eu só estou tentando seguir...



Marina G de Andrade.

sábado, 27 de julho de 2013

Eu" Baú" , buscando Sorrisos

Tem um furacão de coisas em mim, mistérios, segredos, tão fundos que eu nem sei como emergi-los. Eu que tantas vezes soube falar agora me calo, me reservo e sou tão minha que antes o livro aberto que eu era, hoje desconheço. 
E agora é assim por lições que a vida deu, por escolhas que eu fiz, pelos caminhos que cheguei. 
Em meio a isso descubro força, foco e fé, porque para qualquer estrada independente de quão difícil seja a caminhada, nada mais importa quando o que você quer é apenas ser feliz!

Marina G.de Andrade


sexta-feira, 7 de junho de 2013

E eu me orgulhei de mim. Tem coisa melhor que se orgulhar de você?
“consideração não se implora” – disseram-me hoje durante o dia turbulento...
E não é que é verdade?
Todo dia uma luta, uma vitória e descobertas.
Alma tranqüila, missão cumprida!







 Todo mundo revela sua face, cedo ou tarde. E que seja sempre mais cedo, por favor!

Marina G de Andrade..

sexta-feira, 19 de abril de 2013

inTENSO!



Já me disseram que sou muito intensa. Foi uma crítica.
Realmente eu intensifico demais cada momento, cada olhar, as pessoas. De repente elas nem quiseram dizer com olhares o que eu pensei, ou as atitudes são completamente distorcidas das quais eu imaginei. Quando  intensificamos demais,  corremos o risco perder o sentido real das coisas, colocamos algumas vezes sentimentos que não tem – ou existiram  em proporções bem menores-. para os "intensos" a decepção e a frustração vem com mais facilidade e com maior freqüência. 
Mas é tão gostoso intensificar...! É sofrido também... 
Quem vive assim sabe... É dramático, é apaixonante, é intrigante.
Não sei viver de outro jeito, não sei sentir pouco, não sei me importar menos, não sei não enxergar além...
Mas quem sabe eu não aprendo?


Marina G. de Andrade

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

COMO É POSSÍVEL SENTIR TANTA SAUDADE ANTECIPADA?




Ah, o quanto me dói só a idéia de sua partida e de tanto tempo longe... 
Eu queria ser capaz de esquecer tantas coisas para que o alívio dessa dorzinha fosse maior, para que eu pudesse me acostumar  com sua ausência. É que cada vez que eu penso nessa possível distância de nós dois, sinto que parte de mim não estará comigo e não sei quantos pedacinhos meus atravessarão o oceano com você. 
Penso em quantas vezes eu terei que escrever pra não poder te contar tudo que se passa dentro de um coração bem apertado. E quantas vezes eu chorarei baixinho em silêncio, ou com altos soluços e tentar encontrar alguma mentirinha para não te falar.
São noites mal dormidas, choros incontroláveis, mentirinha bobas para não te incomodar...
Sou eu fugindo de você, fugindo um pouco desse amor que pode crescer mais e eu não saber o que fazer com ele depois que você ficar um ano fora.
É uma sensação de te perder devagarzinho, como se eu pudesse contar o tempo.
Eu aposto tanto em você!  E é por isso que me machuca, porque eu te apoio, aposto todas as minhas fichas e eu só penso no seu melhor!  E te contar entre lágrimas só faria você achar o contrário,  até porque nada está decido, mas tudo está bem planejado.
Então eu só peço pra que não doa tanto quanto me dói agora, quando tudo isso for concreto...




Marina G.de Andrade



segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Estou com vontade de recomeçar, mas eu bem que queria saber esquecer, saber superar. É que eu volto sempre pro mesmo lugar, carregando antigas mágoas, abrindo feridas quase cicatrizadas e regressando quando se pode avançar.
Meu recomeço não mudaria de endereço, só corrigiria alguns tropeços e completaria minha própria metade que sempre faz um novo molde pra tentar se encaixar.
Eu quero me ter por inteira e me doar por inteira, mas meus pedaços se descolam do lugar, eu saio catando com sorrisos nos lábios e vestígios de tristeza no olhar.

Marina G.de Andrade

domingo, 16 de setembro de 2012

Tropeços

Sinto-me como um livro aberto que depois da leitura o leitor arranca as páginas ferozmente, cuspindo palavras num tom satírico e maldoso.
Me pergunto como é possível tanto amor fazer você se machucar várias vezes... Fazer você ouvir o que não devia e falar o que não queria. Doloroso é saber que em meio a suas confidências, quando você se faz de livro e ele de leitor, o seu confidente não consegue respeitar limites, alguns sentimentos ou medos seus. Quando você acha que era completo e descobre que existe tanto ainda para percorrer até que essas duas metades realmente se encaixem...
Quando se ama, é preciso encarar os desafios que esse amor encontra, respeitar espaços, fazer mais por você, ser feliz por você e então fazer feliz o outro. Mas chega uma hora que é preciso até fechar um pouco o livro e deixar que o seu confidente faça descobertas sozinho e que consiga te enxergar com os olhos dele e não os seus, só assim ele saberá como mensurar seus limites, conhecer seus sentimentos e aceitar seus medos.

Marina G.de Andrade

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sendo assim, sendo eu.


Tenho que admitir que sou dramática, mandona, que tenho medos, que choro sem motivos, sou cheia de ciúmes, extremamente sonhadora, apaixonada clichê, encrenqueira, impaciente, perfeccionista. Admito sem “mas”, que sou realmente um mostro na TPM, brigo, fico bruta,  meu nível de sentimentalismo aumenta, eu tenho a necessidade de comer chocolates e não suporto ouvir um “ você está muito estressada hoje”...
Eu sei que falo demais, que sonho demais e já me arrependi de me arrepender das coisas. 
Cansei de me preocupar com quem não se preocupa comigo e até de cuidar de quem não se cuida e de quem não cuida de mim.
Aprendi que as minhas dificuldades são restritas somente a mim e que ninguém tem o direito de julgá-las menos ou mais importante que elas realmente são.
Não suporto quem me olha de cima e nunca de frente, quem me ignora, quem não sabe ser humilde e quem diz coisas que nunca faz. 
Eu gosto de ouvir musica alta e imitar o vocalista , me iludindo de que minha voz é linda e que eu poderia gravar um CD. 
Ainda tenho sonhos imortais , tenho medos vivos mas que pretendo matar, tenho lugares que quero conhecer, tenho histórias que quero viver,  e tantas coisas pra contar...

Marina G. de Andrade

sábado, 26 de maio de 2012

Verdades ocultas



Marina G.de Andrade

Eu sei que um dia todo amor se acomoda. 
De repente, quando as queixas femininas passam a se tornar frequentes, eles acabam por não mais se importarem   - ao ponto de ignorá-las - , considerando-nas como normais e então,  deixam cair na rotina. Não quero ser generalista, mas é mais ou menos assim que as coisas funcionam:Aquela cólica, as dores de cabeça, as queixas sobre não conseguir mais concluir o estudo, o cansaço... Passam a ser tratadas da seguinte forma:
Toma um atroveran que passa, toma neosaldina que passa, dorme que passa.
 O romantismo foi se perdendo, a preocupação natural foi se perdendo, dando lugar aos conselhos automáticos e muitas vezes um resquício de preocupação em standy by .Se perguntou tanto o porquê de as mulheres serem tão dramáticas, deve estar aí a resposta... Ou alguma parte dela.



DESABAFOS EM RABISCOS

Escrever tem sido o meu melhor desabafo!  Eu sinto a necessidade de “vomitar” tudo no papel ou na tela de um computador. Acabei adotando inconscientemente como uma terapia e quando me dou conta, já estou no teclado do notebook ou com um lápis e papel nas mãos como se estivesse psicografando. O mais estranho é que é um desabafo às vezes muito abstrato, porque nem sempre encontro as palavras certas para descrever o que realmente acontece dentro ou fora de mim. Por isso tenho vontade de sair inventando palavras por aí como Guimarães Rosa, na tentativa de uma delas acabar servindo como resumo dos meus sentimentos.
Muitas vezes descrevo um ser que nem sou eu e muitas outras um ser que até acho que não existe. Vai ver que de repente eu psicografo de verdade e nem sei...  
Mas uma coisa é certa, poesias falam por mim!

Marina G. de Andrade